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Em Araguaína, governador esclarece fala sobre "acordo" e cita apoio político em Brasília

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (25), em Araguaína, que não houve acordo político para garantir seu retorno ao cargo durante o período em que esteve afastado em 2024. A declaração foi dada ainda no aeroporto, ao comentar repercussões recentes no meio político.

Segundo o chefe do Executivo, o compromisso mencionado anteriormente se limitou ao campo político e não teve influência na decisão judicial que autorizou sua volta ao governo. O retorno foi determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por decisão do ministro Kássio Nunes Marques.

Wanderlei explicou que recebeu apoio institucional em Brasília, incluindo da senadora Dorinha Seabra e do senador Eduardo Gomes, mas reforçou que esse apoio não teve relação com a decisão judicial.

“Houve um compromisso político, mas não para que eu voltasse ao cargo. Foi um compromisso de apoio, que foi cumprido. Quem me devolveu foi o Poder Judiciário”, declarou.

O governador também citou que o entendimento político foi sugerido pelo presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, Amélio Cayres, durante articulações feitas no período em que estava afastado.

Nos bastidores, aliados apontam que, além do apoio em Brasília, houve respaldo de deputados estaduais, que não avançaram com pedidos de impeachment. A condução da Assembleia Legislativa também é citada como fator de estabilidade política no período.

CENÁRIO POLÍTICO

As declarações reforçam o alinhamento do governador com a senadora Dorinha dentro do grupo governista. A movimentação é interpretada como indicativo de apoio à parlamentar em uma possível disputa ao Palácio Araguaia em 2026.

Paralelamente, articulações políticas discutem a possibilidade de Amélio Cayres redirecionar seu projeto eleitoral, abrindo mão de uma candidatura ao governo para disputar uma vaga ao Senado.