Evento de pesca movimenta Araguaína e distribui mais de 1,5 tonelada de peixes
A orla da Via Lago, em Araguaína, foi tomada por famílias na última quinta-feira (2) durante mais uma edição do evento Pesca Lago Vivo. A iniciativa reuniu centenas de participantes ao longo da Prainha e das margens do lago, com o objetivo de incentivar o lazer e a convivência familiar por meio da pesca esportiva.
Entre os primeiros a chegar estava o jovem Lucas Emanuel, de 11 anos, acompanhado do irmão e do pai. Utilizando uma vara simples, anzol e milho como isca, ele conseguiu fisgar um tambaqui de pouco mais de meio quilo ainda nas primeiras horas da manhã. A família se posicionou próximo à ponte da Via Lago por volta das 7h45 para garantir um bom local de pesca.
De acordo com participantes, o evento representa uma alternativa acessível de lazer dentro da cidade, especialmente para quem não tem condições de viajar para pescar em outros locais. A ação também reforça o uso do lago como espaço de convivência comunitária.
A Prefeitura informou que mais de 1,5 tonelada de peixes foram inseridas no lago nos dias que antecederam o evento. Além disso, o projeto Lago Vivo já realizou a reintrodução de aproximadamente 200 mil peixes desde 2019, como parte das ações de recuperação ambiental do local.
Segundo o prefeito Wagner Rodrigues, o trabalho de revitalização do lago envolve medidas contínuas, como a preservação de nascentes, controle de poluição e monitoramento da qualidade da água. A proposta, segundo ele, é garantir condições para atividades de lazer e uso sustentável do espaço público.
Devido às chuvas registradas durante a tarde de quinta-feira, a programação precisou ser interrompida. Como alternativa, a pesca foi liberada novamente no sábado (4), das 14h às 19h, mantendo as mesmas regras estabelecidas anteriormente, incluindo o limite de até três quilos de pescado por participante.
Estrutura e regras
A organização disponibilizou estrutura de apoio aos participantes, incluindo tenda de atendimento em saúde, banheiros públicos, lixeiras e equipes de fiscalização ambiental. A segurança contou com atuação de agentes de trânsito, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros Militar e bombeiros civis.
Durante a atividade, os pescadores tiveram acesso a diversas espécies inseridas no lago, como tambaqui, pintado, tambatinga, tambacu e surubim. No caso do tucunaré, a regra determinava a devolução obrigatória ao lago após a captura. Já as demais espécies poderiam ser levadas, respeitando o limite de peso.
Além da pesca nas margens, também foi permitida a utilização de embarcações sem motor, como caiaques e canoas, em uma área delimitada entre o Centro de Canoagem e a região próxima à Usina do Corujão.
Mesmo para aqueles que não conseguiram capturar peixes, o evento foi marcado pela participação familiar e pela presença de crianças, que tiveram contato com a atividade de forma recreativa, reforçando o caráter social e educativo da ação.

