Nova exigência fiscal já impacta faturamento e exige ajustes urgentes nas empresas
As mudanças trazidas pela Reforma Tributária já começaram a afetar, na prática, a rotina de empresas em todo o país, incluindo o Tocantins. Desde o início de 2026, a emissão de notas fiscais eletrônicas passou a exigir o preenchimento obrigatório de novos campos, o que tem gerado dificuldades para negócios que ainda não se adequaram às regras.
Entre as principais alterações está a inclusão do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) nas notas fiscais eletrônicas (NF-e) e nas notas fiscais ao consumidor (NFC-e). Embora a alíquota aplicada neste momento seja simbólica, de 1%, a ausência ou inconsistência dessas informações pode resultar na rejeição do documento fiscal.
Na prática, isso significa que, sem a autorização da nota, a empresa não consegue concluir a venda nem registrar a receita. Ou seja, a operação fica travada até que a pendência seja corrigida.
Especialistas alertam que ainda há empresas tratando 2026 como um período de testes, o que não corresponde à realidade. As exigências já estão em vigor, e qualquer erro no preenchimento pode comprometer diretamente o funcionamento do negócio.
Entre os problemas mais frequentes identificados estão cadastros de produtos desatualizados, utilização incorreta do código NCM e sistemas de gestão empresarial (ERP) que ainda não foram adaptados às novas regras fiscais. Essas falhas têm sido responsáveis por grande parte das rejeições de notas fiscais.
O impacto tende a ser maior para pequenas e médias empresas, especialmente aquelas que ainda não revisaram seus processos internos. Quando a nota é recusada, a venda não é concluída, o fluxo de caixa é afetado e a operação pode sofrer interrupções.
Para reduzir riscos, especialistas recomendam três medidas imediatas: atualização dos sistemas de gestão para o novo modelo fiscal, revisão completa dos cadastros de produtos e alinhamento das equipes responsáveis pela emissão de notas fiscais.
Mesmo com a cobrança ainda em fase inicial, o sistema já está sendo monitorado pelo fisco. As informações registradas neste período servirão de base para a implementação completa dos novos tributos a partir de 2027.
A Reforma Tributária também prevê a substituição gradual de impostos como PIS, Cofins e IPI, além do ICMS e ISS, o que reforça a necessidade de adaptação antecipada por parte das empresas.
Diante desse cenário, 2026 já se consolida como um ano de adequação obrigatória. Negócios que não se ajustarem podem enfrentar dificuldades imediatas no faturamento e desafios ainda maiores nos próximos anos.

