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Novas tecnologias são usadas no combate ao mosquito da dengue em Araguaína

A Prefeitura de Araguaína iniciou nesta semana a aplicação de novas estratégias no enfrentamento à dengue, com a instalação de armadilhas inteligentes em diferentes regiões da cidade. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal da Saúde e começou a ser executada na quarta-feira, 8, com foco nos locais que apresentam maior índice de infestação do mosquito transmissor.

Entre as medidas adotadas estão a implantação de Ovitrampas e Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), dispositivos voltados tanto para o monitoramento quanto para o controle da população do Aedes aegypti.

Segundo a gestão municipal, as Ovitrampas estão sendo instaladas em bairros e residências considerados prioritários, enquanto as EDLs estão sendo posicionadas em pontos estratégicos, como borracharias, ferros-velhos e áreas de reciclagem, locais onde há maior risco de proliferação do mosquito.

De acordo com o diretor do Centro de Controle de Zoonoses, Admilson Modesto, a adoção dessas tecnologias busca reforçar as ações já realizadas no município, principalmente diante do aumento no número de casos registrados neste ano.

As Ovitrampas funcionam como armadilhas de monitoramento. Elas são compostas por recipientes escuros com água e uma palheta de madeira, onde as fêmeas do mosquito depositam seus ovos. Semanalmente, equipes do Centro de Controle de Zoonoses recolhem esse material para análise, permitindo identificar a presença e a quantidade do mosquito em uma área que pode abranger até nove quarteirões.

Já as Estações Disseminadoras de Larvicida utilizam uma estratégia diferente. Ao pousar na armadilha, o mosquito entra em contato com o larvicida e acaba transportando o produto para outros criadouros. Dessa forma, o inseto contribui para interromper o ciclo de desenvolvimento das larvas em diferentes pontos, reduzindo a população do vetor.

O produto utilizado nas EDLs é o Pyriproxyfen, um regulador de crescimento de insetos considerado de baixa toxicidade para humanos e animais, segundo as autoridades de saúde. As armadilhas passam por manutenção periódica realizada pelas equipes de vigilância.

De acordo com o último boletim divulgado até quinta-feira, 9 de abril, Araguaína contabiliza 5.645 casos notificados de dengue. Desse total, 2.411 foram confirmados, 1.495 descartados e 1.739 seguem em investigação.

A Prefeitura informou que as ações de combate continuam sendo intensificadas com o uso de tecnologias, monitoramento constante e estratégias integradas. O município também reforça a importância da colaboração da população na eliminação de criadouros, como recipientes que acumulam água parada, caixas d’água destampadas e descarte inadequado de resíduos.