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Ré confessa por morte de empresário será julgada no Fórum de Araguaína

O julgamento da técnica de enfermagem Rejane Mendes da Silva, de 45 anos, está marcado para esta terça-feira (14), no Fórum da Comarca de Araguaína, no norte do Tocantins. Ela confessou ter matado o empresário José Paulo Couto, de 75 anos, com quem mantinha um relacionamento amoroso de longa data.

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público em agosto de 2025 e aceita pela Justiça poucos dias depois. A acusada responde por homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe, meio cruel, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Também são atribuídos a ela os crimes de furto, adulteração de placa de veículo e ocultação de cadáver.

De acordo com as investigações, o crime ocorreu no dia 9 de julho de 2025, na residência da acusada, no Setor Parque Sonhos Dourados, em Araguaína. A motivação estaria ligada a um desentendimento após o empresário informar que reduziria a ajuda financeira que prestava mensalmente à mulher, que incluía despesas como aluguel e contas básicas.

Em depoimento, Rejane relatou que, após a discussão, empurrou o empresário sobre a cama e o amarrou. Em seguida, afirmou ter cometido o homicídio com golpes de faca. Após o crime, ela teria levado objetos pessoais da vítima, como joias, relógio e celular.

Ainda segundo a apuração, a acusada adulterou a placa do carro do empresário e pediu a um conhecido que estacionasse o veículo em um lote baldio, sem informar o que havia ocorrido.

No dia seguinte ao crime, Rejane solicitou ajuda da irmã, Lindiana Mendes da Silva, para retirar o corpo da residência. Inicialmente, a irmã teria recusado, mas depois auxiliou na ação. O corpo foi enrolado em lençóis e transportado até uma área sob uma ponte de um córrego na Avenida Frimar, entre o Bairro JK e a TO-222, onde foi abandonado.

O corpo do empresário foi localizado após denúncia anônima. O caso foi esclarecido em poucos dias pelas forças de segurança e teve grande repercussão na cidade.

O julgamento deve reunir testemunhas, representantes do Ministério Público e da defesa, além do conselho de sentença responsável pela decisão.