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Renúncia em Colinas: vice assume após saída de Ksarin para disputar eleição estadual

O prefeito de Colinas do Tocantins, Josemar Carlos Casarin, conhecido como Ksarin, oficializou nesta quinta-feira (2) a renúncia ao cargo. A decisão foi formalizada por meio de carta encaminhada à Câmara Municipal e passou a ter efeito imediato após o protocolo do documento.

Na mensagem, o agora ex-prefeito afirmou que a saída foi tomada após uma análise que envolveu fatores administrativos e pessoais. Segundo ele, a medida busca garantir a continuidade da gestão pública e preservar a estabilidade institucional do município.

Ksarin também destacou que sua administração foi conduzida com base nos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. No texto, agradeceu à população pela confiança durante o período em que esteve à frente da prefeitura.

A renúncia ocorre em meio à movimentação política para as eleições de outubro, nas quais Ksarin pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Tocantins. A saída do cargo atende às exigências legais de desincompatibilização, necessárias para que gestores públicos possam concorrer a cargos eletivos.

Recentemente, o ex-prefeito também promoveu mudança partidária, deixando o União Brasil para se filiar ao Podemos, reforçando sua entrada na disputa estadual.

Com a renúncia, o vice-prefeito José Batista Ferreira, conhecido como Zé Nagru, do Republicanos, assume a administração municipal e deve conduzir a gestão até o encerramento do mandato.

Gestão teve episódios de repercussão

Durante o período à frente do Executivo municipal, a gestão de Ksarin também foi marcada por situações de repercussão política e administrativa.

Entre os casos, está uma investigação conduzida pela Polícia Federal relacionada a suposta violência política de gênero, envolvendo declarações feitas contra uma vereadora. O processo tramita na esfera criminal.

No âmbito administrativo, houve ainda dois pedidos de impeachment. Um deles tratava do pagamento de R$ 144 mil, inicialmente apontado como rescisão, mas posteriormente considerado regular pelo Ministério Público do Tocantins, por se referir a direitos trabalhistas como férias e 13º salário.

O segundo pedido envolveu questionamentos sobre a locação de um imóvel público que não teria sido utilizado pelo Conselho Tutelar. O processo foi encerrado na Câmara Municipal por caducidade, sem apreciação em plenário.

Com os procedimentos arquivados, Ksarin encerra o mandato à frente da prefeitura e passa a focar na articulação política visando as eleições de 2026.