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Tocantins vai capacitar mais de 300 profissionais para ampliar acesso a contraceptivo de longa duração no SUS

O Tocantins deve qualificar cerca de 320 profissionais da atenção primária para a oferta de um método contraceptivo de longa duração no Sistema Único de Saúde. A iniciativa integra uma estratégia do Ministério da Saúde para ampliar o acesso ao implante subdérmico de etonogestrel, conhecido como Implanon.

A capacitação será realizada em Palmas, nos dias 27 e 28 de maio, reunindo médicos e enfermeiros de diferentes regiões do estado. O treinamento tem como foco preparar os profissionais para realizar a inserção, retirada e acompanhamento do método, além de fortalecer o atendimento em saúde sexual e reprodutiva na rede pública.

O Implanon é considerado um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis atualmente. Inserido sob a pele, o dispositivo libera hormônios que impedem a gravidez por até três anos. Após esse período, pode ser retirado e substituído, com retorno rápido da fertilidade, caso a paciente deseje.

No Tocantins, o método já faz parte da lista de contraceptivos oferecidos gratuitamente pelo SUS. O estado recebeu inicialmente 2.449 unidades e deve ser contemplado com novas remessas dentro do plano nacional. Em 2025, foram distribuídas 500 mil unidades em todo o país, e a previsão para 2026 é de envio de mais 1,3 milhão de implantes.

A ampliação do acesso ocorre de forma gradual, com prioridade para municípios em situação de maior vulnerabilidade social e com menor acesso a métodos contraceptivos de longa duração. A proposta é reduzir desigualdades no atendimento e ampliar as opções disponíveis para a população.

Durante a capacitação, os profissionais participarão de atividades teóricas e práticas, incluindo o uso de simuladores anatômicos e acompanhamento supervisionado. A carga horária foi estruturada para garantir segurança nos procedimentos, com 12 horas de treinamento para enfermeiros e 6 horas para médicos.

Além do aspecto técnico, a formação também aborda temas ligados aos direitos sexuais e reprodutivos, dignidade menstrual, prevenção de violências e acolhimento humanizado no atendimento.

A ação faz parte de um plano nacional de implementação do método no SUS. Na primeira etapa, entre 2025 e o início de 2026, cerca de 2,9 mil profissionais foram capacitados em mais de 680 municípios. O novo ciclo prevê a qualificação de outros 11 mil profissionais, com foco em cidades de menor porte.

Apesar da alta eficácia do implante, o Ministério da Saúde reforça que o uso de preservativos continua sendo essencial, já que é o único método capaz de prevenir infecções sexualmente transmissíveis.