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Instituto Cerrado amplia atendimento a animais silvestres com apoio da Prefeitura de Araguaína

O Instituto Cerrado, localizado em Araguaína, tem se consolidado como um dos principais espaços de acolhimento e recuperação de animais silvestres na região. Entre os casos atendidos estão uma arara que teve as penas arrancadas para produção de artesanato, filhotes de macacos que ficaram órfãos após desmatamento e até um cachorro-do-mato que era mantido como animal doméstico em uma propriedade rural.

Desde o ano passado, o trabalho desenvolvido pela instituição passou a contar com apoio da Prefeitura de Araguaína, especialmente no resgate de animais feridos ou mantidos em cativeiro irregular. Apenas neste ano, dez animais já foram encaminhados ao local por meio dessa parceria.

Além do suporte operacional, o Instituto também recebe recursos financeiros do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Codema). O valor aproximado de R$ 7 mil é proveniente de multas ambientais e outras obrigações destinadas ao Fundo Municipal do Meio Ambiente. A parceria, que completou seis meses, foi renovada por mais um ano.

A instituição é coordenada pela médica veterinária Adriana Carreira e funciona com apoio de voluntários e doações. Atualmente, cerca de 150 animais de diferentes espécies estão sob cuidados no local, incluindo aves, macacos, veados, gansos, quatis, jabutis e capivaras.

Segundo a coordenadora, o apoio financeiro foi essencial para a continuidade das atividades. Ela também destaca que o espaço tem papel além da preservação ambiental, sendo utilizado inclusive em atividades com crianças, como estímulo sensorial e interação com os animais.

Recentemente, integrantes do Codema visitaram a chácara onde funciona o instituto, no Bairro de Fátima. O prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues, também esteve no local para conhecer a estrutura e discutir ações voltadas à conservação ambiental. Durante a visita, foi anunciado o reforço da equipe com a disponibilização de mais um servidor municipal para auxiliar nos cuidados com os animais.

De acordo com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, o trabalho de fiscalização e resgate de animais é realizado por equipes técnicas que contam com biólogo, veterinário e fiscais, além de equipamentos específicos para captura segura. Em casos de maus-tratos, os responsáveis podem ser multados entre R$ 500 e R$ 3 mil por animal, valores que são revertidos para o Fundo Municipal do Meio Ambiente.

O principal objetivo do Instituto Cerrado é reabilitar os animais para que possam retornar ao habitat natural. No entanto, alguns deles não têm mais condições de sobreviver na natureza, principalmente por sequelas causadas por maus-tratos. Nesses casos, a proposta é transformar o espaço em um santuário, oferecendo um ambiente seguro para esses animais viverem.

O local também recebe visitas, que devem ser agendadas previamente por meio do perfil oficial do instituto nas redes sociais.