Categories: PLANTÃO POLICIAL

Mega operação policial mira tráfico de armas e lavagem de dinheiro no TO e MA

 

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO), formada pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal, deflagrou a Operação Arsenal para combater um esquema interestadual de tráfico de armas e lavagem de dinheiro com possíveis ligações a organizações criminosas de atuação nacional.

A operação mobiliza cerca de 120 policiais para o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão em Palmas, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins e Imperatriz, no Maranhão.

A ação reúne trabalhos de inteligência, investigação e análise financeira desenvolvidos pelas forças que integram a FICCO/TO.

Origem da investigação

As investigações começaram após o furto de armas de fogo e coletes balísticos de uma empresa de segurança privada em Palmas. Segundo a apuração, os envolvidos teriam neutralizado os sistemas de energia e de monitoramento do estabelecimento para praticar o crime.

Durante as diligências, os investigadores descobriram indícios de que parte das armas furtadas deixou o Tocantins e foi levada para outros estados. O armamento também teria sido usado para quitar dívidas relacionadas ao tráfico de drogas e abastecer integrantes de organizações criminosas.

Esquema interestadual

Com o avanço das investigações, a FICCO/TO identificou uma possível rede de circulação de armas e dinheiro envolvendo Tocantins, Goiás, Pará, Maranhão e Rio de Janeiro.

A apuração apontou operadores no Tocantins e em Goiás com vínculos com integrantes de organizações criminosas de atuação nacional. Também foram identificadas movimentações financeiras entre pessoas ligadas a diferentes grupos, o que, segundo a investigação, indica uma estrutura utilizada para movimentar recursos e armamentos entre estados.

Lavagem de dinheiro

A investigação financeira identificou o uso de contas bancárias de terceiros, empresas e depósitos fracionados. A suspeita é de que esses mecanismos fossem utilizados para dificultar a identificação da origem e do destino do dinheiro.

Segundo a apuração, integrantes do esquema teriam movimentado milhões de reais em curtos períodos, em operações consideradas incompatíveis com a capacidade financeira identificada pelos investigadores. Os valores teriam relação com uma estrutura utilizada para o tráfico de armas e drogas.

Investigação continua

A investigação segue para localizar armas que ainda não foram recuperadas, identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a análise das movimentações financeiras.

A operação também busca atingir as estruturas logísticas e financeiras que, segundo as investigações, seriam utilizadas para movimentar armas, drogas e recursos ilícitos entre diferentes estados.