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Araguaína recebe medalha estadual por ações de vigilância contra Doença de Chagas

Araguaína foi reconhecida em nível estadual pelas ações de vigilância epidemiológica no combate à Doença de Chagas. O município recebeu a Medalha de Ouro na detecção do risco de transmissão da doença, após registrar o maior número de triatomíneos capturados em 2025 na Região de Saúde Cerrado Tocantins Araguaia.

A premiação foi anunciada na última segunda-feira, 2 de março, durante a 22ª Reunião Anual de Avaliação e Planejamento das Ações de Vigilância e Controle da Doença de Chagas e Leishmaniose Visceral, realizada em Palmas. O encontro foi promovido pela Superintendência de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde e reuniu representantes dos 139 municípios tocantinenses.

O objetivo do evento é capacitar profissionais da área e alinhar estratégias voltadas à prevenção, monitoramento e controle dessas doenças. O reconhecimento recebido por Araguaína destaca o trabalho das equipes municipais na busca ativa, identificação e captura do inseto conhecido popularmente como barbeiro, vetor responsável pela transmissão da Doença de Chagas.

De acordo com a secretária municipal da Saúde, Dênia Rodrigues, o resultado reflete o esforço permanente das equipes técnicas. Segundo ela, a identificação e captura dos insetos permite avaliar riscos e reforçar ações preventivas.

“Esse reconhecimento é resultado de um trabalho contínuo de vigilância, monitoramento e orientação à população. A captura dos triatomíneos demonstra que estamos atentos ao risco e atuando preventivamente para evitar a transmissão da doença”, afirmou.

Entenda a Doença de Chagas

A Doença de Chagas é provocada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. A transmissão ocorre principalmente quando fezes do inseto barbeiro entram em contato com a pele lesionada após a picada.

Além dessa forma, a infecção também pode acontecer por ingestão de alimentos contaminados, transmissão de mãe para filho durante a gestação ou parto, transfusão de sangue, transplante de órgãos ou contato de mucosas com material contaminado.

Na fase inicial da doença, os sintomas mais comuns incluem febre prolongada por mais de sete dias, dor de cabeça, fraqueza intensa e inchaço no rosto ou nas pernas. Em muitos casos, a fase crônica pode não apresentar sintomas imediatos, mas pode evoluir para problemas cardíacos e complicações digestivas, como megacólon e megaesôfago.

O tratamento deve ser realizado após diagnóstico médico e os medicamentos são disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O reconhecimento estadual reforça a importância do trabalho preventivo realizado pelas equipes de saúde e evidencia a atuação do município no monitoramento de doenças transmitidas por vetores.