Detran do Tocantins ajusta prova prática da CNH para novo modelo nacional de avaliação
O Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO) iniciou a fase final de adequações nos procedimentos aplicados durante as provas práticas para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). As mudanças atendem às novas orientações do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, publicado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), e deverão ser implementadas em todo o país.
Entre as alterações, estão ajustes nos percursos utilizados nas provas, além da adoção de um novo formato de avaliação, que passa a priorizar o comportamento do candidato em situações reais de circulação nas vias públicas. A proposta é avaliar condução segura, atenção ao ambiente e capacidade de tomada de decisão, em vez de concentrar a análise apenas em manobras específicas.
Com isso, a prova prática busca simular condições mais próximas do cotidiano do trânsito, considerando a convivência com pedestres, ciclistas e demais veículos.
O que muda na prática
Uma das mudanças envolve a tradicional manobra de baliza. Embora continue obrigatória, ela deixa de ser aplicada como etapa isolada e eliminatória. O estacionamento passa a ser realizado ao final do percurso, como parte do trajeto normal da avaliação.
Apesar das alterações, o exame não se torna mais simples. O foco principal passa a ser a condução em vias públicas e o comportamento do candidato diante das situações do trânsito.
Outra mudança é o modelo de reprovação. As faltas que antes eliminavam automaticamente o candidato deixam de existir. Agora, o desempenho é medido por um sistema de pontuação baseado nas infrações cometidas durante o percurso. Cada infração possui um peso específico — leve, média, grave ou gravíssima — e o limite máximo permitido é de 10 pontos. Ao ultrapassar essa pontuação, o candidato é considerado reprovado.
Mesmo com o novo método, o examinador poderá interromper a prova caso identifique risco à segurança, falta de domínio do veículo ou condições emocionais que comprometam a condução.
O uso de veículos com transmissão automática também permanece permitido, desde que o automóvel esteja regularizado e equipado conforme as exigências legais. Ao final do percurso, o estacionamento continua sendo obrigatório e deve ser realizado dentro das normas de trânsito.
Modernização do processo
De acordo com o presidente do Detran/TO, Hercy Filho, as mudanças representam uma atualização no processo de formação de condutores. Segundo ele, a intenção é tornar o exame mais alinhado às situações enfrentadas diariamente nas ruas e rodovias.
O novo modelo reforça a compreensão de que a habilitação não é apenas uma exigência legal, mas parte de um processo de formação voltado para a convivência segura no trânsito. A expectativa é que o método contribua para preparar condutores mais atentos e conscientes sobre a responsabilidade compartilhada nas vias públicas.

