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Empresário é indiciado após usar cartão bancário perdido para realizar compras

A Polícia Civil do Tocantins indiciou um empresário de 48 anos pela prática do crime de furto qualificado mediante fraude, após investigação conduzida pela 63ª Delegacia de Polícia de Paraíso do Tocantins. O homem é suspeito de utilizar um cartão bancário que havia sido perdido por outra pessoa para realizar compras e abastecer um veículo.

De acordo com as investigações, o proprietário do cartão registrou o desaparecimento do objeto e, posteriormente, identificou movimentações financeiras realizadas sem sua autorização. A partir dessas informações, a Polícia Civil iniciou diligências para identificar quem havia utilizado o cartão.

Segundo o delegado José Lucas Melo, responsável pelo caso e chefe da 63ª Delegacia de Polícia, a identificação do suspeito foi possível após a análise de evidências relacionadas aos locais onde o cartão foi utilizado. As apurações indicaram que o empresário realizou pagamentos em estabelecimentos comerciais que somaram aproximadamente R$ 500.

Além disso, os investigadores constataram que o cartão também foi usado para abastecer um veículo, gerando um gasto estimado em cerca de R$ 200 em combustíveis.

Ainda conforme a Polícia Civil, apesar de o investigado não possuir antecedentes criminais, o uso de cartão bancário encontrado ou extraviado configura crime quando há intenção de obter vantagem financeira indevida.

A autoridade policial reforça que, em casos de perda ou furto de cartões bancários, a vítima deve comunicar imediatamente a instituição financeira responsável e registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia. A medida ajuda a evitar prejuízos e facilita a investigação de possíveis irregularidades.

O delegado também destacou que a apropriação de objetos perdidos pode gerar responsabilização criminal quando a pessoa decide utilizá-los como se fossem próprios.

Com a conclusão do inquérito policial e o indiciamento do empresário, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que deverão avaliar as medidas legais cabíveis.