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SSP e Polícia Federal avançam em acordo para integrar bancos de dados e reforçar combate ao crime no Tocantins

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) e a Superintendência Regional da Polícia Federal no estado estão em fase final de elaboração de um termo de cooperação que prevê o compartilhamento de bancos de dados entre as duas instituições. A expectativa é que o acordo seja formalizado ainda no primeiro semestre deste ano.

A proposta foi discutida nesta quinta-feira (12), durante reunião realizada na sede da Polícia Federal no Tocantins. Participaram do encontro o secretário estadual da Segurança Pública, Bruno Azevedo, o delegado-geral da Polícia Civil, Claudemir Luiz Ferreira, além de equipes de inteligência da Polícia Civil do Estado.

A comitiva foi recebida pelo superintendente regional da Polícia Federal no Tocantins, delegado Reginaldo Donizetti Gallan Batista, acompanhado do delegado regional executivo, Josean Severo de Araújo. Durante o encontro, foram debatidos detalhes técnicos e operacionais necessários para a consolidação do acordo.

A cooperação entre as instituições já ocorre em diferentes frentes de atuação, inclusive por meio da participação conjunta na Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO), iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública que reúne representantes das polícias Civil, Federal, Militar e Penal para atuação integrada contra organizações criminosas.

Com a formalização do novo termo, será possível utilizar, de forma compartilhada e segura, informações presentes nos sistemas das duas corporações. A integração deve facilitar a identificação de investigados, o cruzamento de dados em investigações de crimes financeiros e o fortalecimento das ações de enfrentamento a delitos como abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, além de contribuir para investigações relacionadas ao crime organizado.

Segundo o secretário de Segurança Pública, a troca de informações entre as forças policiais acompanha a evolução das estruturas criminosas, que utilizam recursos tecnológicos e financeiros cada vez mais complexos. Para ele, o uso integrado de dados tende a tornar as investigações mais eficientes e estratégicas.

Já o superintendente regional da Polícia Federal destacou que a cooperação institucional amplia a capacidade de resposta das autoridades diante de crimes de maior complexidade. De acordo com ele, a integração entre as forças de segurança permite respostas mais rápidas e coordenadas diante das mudanças constantes nas dinâmicas do crime.

A expectativa das instituições é que, com a assinatura do acordo, as áreas de inteligência policial passem a atuar de forma ainda mais conectada, contribuindo para o fortalecimento das políticas de segurança pública no Tocantins.