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UFNT instala Banco Vermelho em Araguaína e reforça mobilização contra a violência de gênero

A Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) inaugurou nesta segunda-feira (9) a instalação de um Banco Vermelho no hall do bloco H do Centro de Ciências Integradas (CCI), em Araguaína. A iniciativa transforma o espaço em um ponto permanente de conscientização sobre a violência contra a mulher dentro da comunidade acadêmica.

O ato simbólico reuniu estudantes, professores, técnicos administrativos e gestores da universidade e integra uma mobilização nacional que busca ampliar o debate sobre violência de gênero e estimular a reflexão em ambientes educacionais e espaços públicos.

A cerimônia contou com a presença do reitor Airton Sieben, do vice-reitor Nataniel Araújo, além de pró-reitores e representantes da comunidade universitária. Durante o evento, foi ressaltada a importância de promover ações educativas e fortalecer iniciativas de prevenção e apoio às vítimas, tanto dentro das instituições de ensino quanto na sociedade.

Símbolo de alerta e reflexão

A professora Samara Leando, integrante da Comissão Permanente de Políticas para Mulheres da UFNT, destacou que o Banco Vermelho possui forte caráter educativo e simbólico.

Segundo ela, a instalação serve como um lembrete permanente sobre a gravidade da violência contra as mulheres e incentiva o debate sobre o tema dentro da universidade. A proposta também busca estimular a denúncia de casos de agressão e ampliar a rede de apoio às vítimas.

A ação realizada no dia 9 de março ocorre simultaneamente em diferentes instituições e espaços públicos do país, dentro de uma mobilização que tem como objetivo sensibilizar a sociedade sobre o feminicídio e outras formas de violência de gênero.

Movimento internacional

O Banco Vermelho faz parte de um movimento internacional de conscientização. A iniciativa consiste na instalação de bancos pintados de vermelho em locais de grande circulação, acompanhados de mensagens educativas e informações sobre canais de denúncia.

O movimento surgiu na Itália, em 2016, quando duas mulheres que haviam perdido amigas vítimas de feminicídio decidiram transformar o luto em uma ação de mobilização social. A cor vermelha simboliza o sangue das vítimas e busca chamar a atenção para a gravidade da violência contra mulheres.

No Brasil, a campanha ganhou visibilidade após ser difundida pelas ativistas Andrea Rodrigues e Paula Limongi, que também perderam amigas em crimes de feminicídio. Com a expansão da iniciativa em várias cidades, a proposta foi oficializada pela Lei Federal nº 14.942/2024, que prevê a instalação de bancos vermelhos em espaços públicos como parte das políticas de enfrentamento à violência contra a mulher.

Orientações e canais de denúncia

Na UFNT, o banco instalado no Centro de Ciências Integradas contará com uma placa informativa contendo dados sobre violência de gênero e orientações para pessoas que precisam de apoio.

Entre os canais divulgados estão o telefone 180, central nacional de atendimento à mulher em situação de violência, e o 190, utilizado em situações de emergência.

Com a iniciativa, a universidade busca estimular o engajamento da comunidade acadêmica na discussão do tema e reforçar a importância da denúncia como instrumento de combate à violência contra a mulher.