Polícia Civil amplia investigação sobre lavagem de dinheiro ligada a jogos ilegais
A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta terça-feira (3), mais uma etapa da Operação Fraus, com foco no aprofundamento das investigações sobre suposta lavagem de dinheiro decorrente da exploração ilegal de jogos de azar. A ação foi conduzida por equipes da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC – Palmas) e do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO).
Ao todo, 25 policiais civis participaram do cumprimento de seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Araguaína, Babaçulândia e Palmeirante. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal de Araguaína.
As diligências ocorreram em uma propriedade rural em Babaçulândia, em uma fazenda localizada em Palmeirante e em quatro imóveis residenciais em Araguaína. Durante as buscas, foram apreendidos documentos e aparelhos celulares que devem subsidiar o avanço das apurações.
Foco na ocultação patrimonial
Nesta fase, a investigação concentra-se na verificação de indícios de ocultação de patrimônio. A Polícia Civil apura se bens teriam sido registrados em nome de terceiros com o objetivo de dissimular a origem de recursos supostamente ilícitos.
O principal alvo desta etapa é a mãe de uma influenciadora digital que já responde a processo criminal por exploração ilegal de jogos de azar, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo o delegado responsável pelo caso, Wanderson Chaves de Queiroz, a nova fase busca reunir provas adicionais para responsabilização dos envolvidos e para identificar possíveis estratégias de dispersão patrimonial.
De acordo com a corporação, o objetivo é impedir que bens supostamente adquiridos com recursos ilegais sejam transferidos ou ocultados em nome de pessoas ligadas ao grupo investigado.
Histórico da Operação Fraus
A Operação Fraus teve início em agosto de 2025, como parte de uma investigação voltada ao combate à exploração ilegal de jogos de azar e à lavagem de dinheiro no Tocantins. O nome faz referência à figura mitológica romana associada à fraude.
Na primeira fase, deflagrada em 22 de agosto de 2025, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão nos municípios de Araguaína, Babaçulândia e Palmeirante. Na ocasião, foram apreendidos veículos de alto valor, dinheiro em espécie, imóveis, semoventes, criptoativos e outros bens que estariam relacionados às atividades investigadas. A influenciadora digital e o companheiro foram alvos de prisão.
Em outubro de 2025, um novo desdobramento apurou o suposto acesso da investigada a informações privilegiadas, fato que contribuiu para o avanço das investigações e identificação de outros elementos ligados ao caso.
Investigações continuam
Com a nova etapa, a Polícia Civil informa que as apurações seguem em andamento, com foco na responsabilização de todos os envolvidos e no bloqueio de eventuais tentativas de reinserção de valores de origem ilícita no mercado formal.
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins reforçou que as investigações permanecem sob sigilo e integram ações permanentes de enfrentamento ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e à exploração ilegal de jogos no Estado.

